7.04.2008

Para Além...Da Agenda...


>>>>><<<<<






Para Além...Da Agenda...

...ANO EUROPEU DO DIÁLOGO INTERCULTURAL...


Gulbenkian celebra Ano Europeu do Diálogo Intercultural
Os jardins da Fundação Gulbenkian acolhem, até Outubro, as iniciativas do programa “Distância e Proximidade”, integrado nas comemorações do Ano Europeu do Diálogo Intercultural.
Cinema ao ar livre, concertos e uma exposição muito invulgar prometem abrir “os jardins da Gulbenkian a artistas e obras que pensam os efeitos da globalização a céu aberto”, segundo António Pinto Ribeiro, programador de “Distância e Proximidade”. Nos jardins da Fundação foram instalados toldos encomendados a diversos artistas e que permanecerão em exposição ao longo de toda a iniciativa.
Actuarão no local um grupo de música erudita chinesa, no próximo sábado, a Orquestra Gulbenkian, dirigida pelo maestro chinês Muhai Tang, e o cantor e compositor brasileiro Arnaldo Antunes, que encerra o programa de concertos com dois espectáculos (nos dias 19 e 20 de Julho). O cinema também faz parte do cartaz do evento com a exibição de dois filmes (4 e 5 de Julho). A primeira parte do projecto, intitulada “Tão Perto/Tão Longe”, apresenta dez curtas-metragens que contam a história de um objecto, figura, prática cultural ou artística. Exibido a 4 de Julho, o filme "Hiroxima Meu amor", realizado em 1959 por Alain Resnais, inaugura as duas noites de cinema ao ar livre. “Distância e Proximidade” encerra no final de Outubro com uma conferência dedicada à reflexão sobre os limites da interculturalidade.( Com Lusa)


<<<<<>>>>>




<><><><><>

Para Além...da Teoria...


>>><><><<<
.
.


Para Além...da Teoria...


...RELATIVIDADE confirmada...


Teoria da relatividade geral de Einstein
Confirmada através da observação de pulsares
A teoria da relatividade geral foi de novo provada quando astrofísicos confirmaram agora dados previstos há 93 anos por Albert Einstein, através de observações de uma configuração cósmica única de dois pulsares em órbita de um com outro.
Os cientistas asseguram que a teoria da relatividade geral concebida pelo pai da física moderna passou com sucesso mais um teste. O estudo, de quatro anos, de um sistema binário de estrelas de neutrões superdensas que emitem ondas de rádio, chamadas pulsares, foi realizado por cientistas da Universidade McGill de Montreal (Canadá) e hoje publicado pela revista norte-americana Science. De entre cerca de 1.700 pulsares identificados, este é o único caso em que um roda à volta do outro, explica René Breton, um dos autores do trabalho. Além disso, o plano das suas órbitas está perfeitamente alinhado com a visão telescópica a partir da Terra, de tal forma que uma estrela eclipsa a outra, bloqueando-lhe parte da radiação que emite. Quando isso ocorre, a magnetosfera de um pulsar absorve as ondas emitidas pelo outro, o que permite aos astrónomos determinar a sua orientação espacial. "Este tipo de eclipse permitiu realizar medições que nunca antes foi possível realizar", afirmou Breton.
Em 1915, Einstein previu que num sistema de dois objectos de massas enormes, como estes doiss pulsares, a força gravitacional de uma, além do seu movimento de rotação, modifica o eixo de rotação da outra, provocando um fenómeno conhecido como "precessão" em termos astronómicos. Um pulsar binário cria as condições ideais para pôr à prova as previsões da relatividade geral porque quanto maiores são as massas de cada um desses corpos e maior é a sua aproximação, mais importantes são os seus efeitos relativos, acrescentou Breton. "Um sistema como este, com dois objectos maciços, muito perto um do outro, é precisamente o laboratório cósmico extremo que era necessário para pôr à prova a previsão de Einstein", referiu Victoria Kaspi, chefe do Grupo Pulsar da Universidade McGill. Ao observar o eclipse, os cientistas descobriram que um dos dois pulsares sofria o efeito da precessão, tal como Einstein previu na sua teoria. Um exemplo de precessão é o que acontece com um pião quando gira numa posição não totalmente vertical, e em que o eixo muda aos poucos de direcção.
Além de Breton e Kaspi, participaram na investigação cientistas do Canadá, Reino Unido, Estados Unidos e França. O estudo foi realizado com base em observações feitas pelo Telescópio de Green Bank, situado no estado norte-americano da Virgínia Ocidental, da Fundação Nacional das Ciências dos EUA.
Os pulsares, descobertos pela primeira vez em 1967, são restos de estrelas de grande massa que explodiram como supernovas. O que fica depois da explosão é uma estrela de neutrões superdensa, de massa muito comprimida e intenso campo magnético, que emite ondas de rádio pelos pólos e roda a grandes velocidades, muitas vezes centenas de vezes por segundo. O seu tamanho é mais pequeno que o Sol, mas a massa é muitas vezes maior. (siconline)


>>>>><<<<<


Por que os pulsares "pulsam"?
Os pulsares, na realidade, não ligam e desligam. Eles emitem um fluxo de energia co
nstante. Essa energia é concentrada em um fluxo de partículas electromagnéticas que são ejectadas a partir dos pólos magnéticos da estrela à velocidade da luz. O eixo magnético da estrela de neutrons forma um ângulo com o eixo de rotação, exactamente como o norte magnético e o norte verdadeiro da Terra são ligeiramente diferentes. À medida que a estrela gira, esse feixe de energia espalha-se através do espaço, como o feixe de luz de um farol ou a luz de uma ambulância. Somente quando esse feixe incide directamente sobre a Terra é que podemos efectuar a detecção do pulsar com os radiotelescópios.
Mesmo que os pulsares emitam luz no espectro visível, eles são tão pequenos e estão tão distantes de nós que não é possível detectar essa luz. Somente os radiotelescópios podem detectar a forte energia de rádio em alta freqüência que eles emitem.

>>><<<



<<<>>>

7.03.2008

Para Além...Da 4ª Idade...

.

>>><<<



Para Além...Da 4ª Idade...



...LONGEVIDADE E POESIA...


Idosa do concelho de Mangualde:
.
Com 104 anos ainda escreve para o jornal local
Uma mulher de Mangualde escreve poemas para o jornal da terra.
É notícia porque Maria do Céu Oliveira tem 104 anos. (SIC)

Longevidade
Maria do Céu Oliv
eira nasceu a 2 de Julho de 1904 no concelho de Penalva do Castelo. Foi depois de casada que mudou para a aldeia de Oliveira, no concelho de Mangualde, onde mora sozinha. Foi testemunha de factos que mudaram Portugal e o Mundo, como a 2ª Guerra Mundial e até os episódios que tiveram por protagonistas a Família Real. Considera-se privilegiada por ter tido uma vida "mimosa", sendo filha de uma professora, numa família que não era rica mas "remediada". O gene da longevidade parece ser comum na família. A sua última irmã morreu há pouco mais de um ano com 106 anos. Tem 10 netos e 12 bisnetos, o mais novo tem menos 100 anos que a bisavó. Aos 104 anos, monotonia é algo que não faz parte da vida de Maria do Céu Oliveira. A idade é muita, mas esta resistente mulher, que trata da sua casa e se ocupa do seu jardim e das flores, ainda escreve poemas para um jornal local.




.
<><><><><>


Para Além...Dos Países Lusófonos...

.
>>>><<<<





Para Além...Dos Países Lusófonos...


...POESIA LUSÓFONA EM DESTAQUE...

..

Festival de Poesia de Berlim

Manuel Alegre entre os representantes de Portugal.
A lírica lusófona estará em foco no Festival de Poesia de Berlim, que reunirá mais de 150 poetas de 25 países, sobretudo de Portugal, Brasil e África Lusófona, de 05 a 13 de Julho. (lusa)
Manuel Alegre e o brasileiro Arnaldo Antunes lerão poemas no original na sessão inaugural, intulada "Weltklang" (Sons do Mundo), no sábado, na Akademie der Kuesntt (Academia das Artes), novo palco do festival. O poeta português declamará alguns dos seus poemas, entre os quais "Vésperas de Batalha", "Babilónia" (fragmentos) "Sonetos do Português Errante", "Fernando Pessoa", "Senhora das Tempestades", "A Curva", "Com que Pena", "Obscuro Quê" e "Debaixo das Oliveiras", informou a direcção do festival. Na Noite de Poesia participam Inger Christensen (Dinamarca), Lavinia Greenlaw (Reino Unido), Hiromi Ito (Japão), Israel Bar Kohav (Israel), Úrsula Rucker (EUA), Tomaz salamun (Eslovénia), Ulf Stolterfoht (Alemanha) e Sehiy Zhadan (Ucrânia), autores com nome firmado na lírica internacional. O público poderá acompanhar as 10 récitas em português, dinamarquês, inglês, japonês, hebreu e ucraniano através da tradução alemã, que será distribuída previamente. "Vai ser um verdadeiro concerto de vozes e de línguas", explicou aos jornalistas Thomas Wohlfahrt, director da LiteraturWerkstatt (Oficina da Literatura), que organiza pela nona vez o maior festival da Europa no seu género. Wohlfahrt explicou à Lusa que a escolha do português como foco do 9º Festival de Poesia de Berlim, sob o lema "Welt auf Portugiesich" (“Mundo em Português”), se deve ao facto de se tratar da quinta língua mais falada do mundo. O mesmo responsável lembrou que este evento costuma destacar alternadamente, nas suas edições anuais, as grandes e as pequenas culturas linguísticas, e que este ano será palco da maior reunião de poetas lusófonos em solo alemão. Apesar de ele próprio não falar Português, nem conhecer profundamente a poesia lusófona, o director da LiteraturWerkstatt disse ainda esperar que o público partilhe do seu "entusiasmo pela alto grau de musicalidade da poesia nos países de expressão portuguesa". Os países africanos estarão em destaque no domingo, numa viagem poético-musical intitulada "O Mar de África", em que participam Armando Artur (Moçambique), Olinda Beja, Grada Kilomba, Filipe Santo (S. Tomé e Príncipe), Kalaf, Ndu, João Maimona (ambos Angola), Tony Cheka (Guiné-Bissau) e Mário Lúcio (Cabo Verde). O retrato poético de Lisboa, berço e agora receptáculo das culturas lusófonas, estará a cargo dos poetas Teresa Balté, Ana Paula Tavares e Paulo Teixeira, do "raper" Pacman, de Miguel Gonçalves (Guitarra Clássica), Paulo Parreira (Guitarra Portuguesa) e Aldina Duarte (Fadista). Esta apresentação da cena poética da capital portuguesa, na segunda-feira, também na Academia das Artes, será acompanhada por filmes de Jorge Colombo, e moderada pela tradutora Niki Graça. No dia seguinte, o concerto dos brasileiros Chico César e Arnaldo Antunes será outro ponto alto do festival, a que deverão assistir mais de 10 mil espectadores, ao longo de 10 dias. A música, desta vez na sua expressão electrónica, em simbiose com a poesia, estará de novo em destaque na quarta-feira, num espectáculo intitulado e.poesie, em que participa o português Miguel Azguime, com uma performance intitulada "Em Fuga", em torno de poemas do alemão Christian Uetz. A Situação da Poesia no Mundo de Língua Portuguesa - Um Diagnóstico Pós-Colonial, é depois pretexto, na quinta-feira, para um debate entre a escritora portuguesa Ana Luísa Amaral, Armando Artur, escritor e presidente do Fundo Bibliográfico de Língua Portuguesa em Moçambique, Maria Carlos Loureiro, da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas, e o escritor brasileiro Henriques Britto. Ana Luísa Amaral participará também numa oficina de tradução com poetas lusófonos e germânicos, intitulada VERSschmuggel 1(Contrabandeada 1), com outro poeta português, Pedro Sena-Lino, os brasileiros Henriques Britto e Ricardo Domeneck, o moçambicano Luís Carlos Patraquim e os alemães Monika Rinck, Daniel Falb, Richard Petrass, Sabine Scho, Kurt Scharf e Berthold Zilly, moderada pelo austríaco Hans Raimund. Na sexta-feira, será a vez da VERSschmuggel 2, formada por Paulo Teixeira (Portugal), Angélica Freitas, Marco Lucchesi (Brasil), Tony Cheka (Guiné-Bissau) e Ana Paula Tavares (Angola), Norbert Hummelt, Arne rautenberg, Ulrike Draesner, Barbara Koehler, Kurt Scharf e Berthold Zilly (Alemanha), com moderação de Nicolai Kubus, apresentar o resultado do seu trabalho. As traduções de poemas em Português e Alemão resultantes desta inédita cooperação no VERschmuggel 1 e VERSschmuggel 2 serão depois publicadas em livros em Portugal, no Brasil e na Alemanha. Ao todo, haverá 40 actividades durante o festival, incluindo uma exposição sobre a literatura brasileira de cordel, no átrio da Academia das Artes, a par da exibição de documentários sobre poetas portugueses e brasileiros. Esta última mostra inclui "Sobre o Lado Esquerdo", de Margarida Gil, sobre o universo literário de Carlos de Oliveira, e "Autografia", de Miguel Gonçalves, dedicado ao poeta e pintor surrealista Mário Cesariny.



<<<>>>

Para Além...Atlântico...

<><><>

Para Além...Atlântico...





>>><<<

...LITERATURA E POLÍTICA DE LÍNGUA COMUM...

...


VI Festa Literária Internacional de Paraty

Cinco autores portugueses entre os participantes

Cinco autores portugueses - José Eduardo Agualusa, Inês Pedrosa, Patrícia Reis, José Luís Peixoto e Francisco José Viegas - participam na VI Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), Brasil, que começa hoje com escritores de mais dez países.

Machado de Assis, um dos mais importantes escritores brasileiros, falecido há 100 anos, será o homenageado da edição deste ano, que decorre até domingo. O director de programação da FLIP, Flávio Moura, afirmou que a lusofonia é um tema que marcará os debates e considera importante inserir mais países lusófonos da Comunidade de Países de Língua Portuguesa nas próximas edições. "O objectivo da feira é ampliar a literatura da língua portuguesa. A ideia não é criar uma mesa específica para discutir a lusofonia, o importante é que o debate esteja embutido na programação, e neste ano isso deve aparecer", disse. Segundo Inês Pedrosa, directora da Casa Fernando Pessoa, "a literatura de expressão da língua precisa se impor mais no mundo" e "ainda carece de difusão". "A língua portuguesa não tem sabido impor-se por falta de uma política de língua comum e internacional e de uma incapacidade de fazer grandes acções culturais entre Portugal, Brasil e África", disse a escritora.
Entre os escritores que participam na Festa figuram o angolano Pepetela, o dramaturgo Tom Stoppard, da República Checa, o holandês Caes Nootebom, a francesa Elisabeth Roudinesco e a nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie. A lista de brasileiros inclui o antropólogo carioca Roberto DaMatta, o ensaísta e filósofo Sérgio Paulo Rouanet, membro da Academia Brasileira de Letras, e Ana Maria Machado, vencedora do Prémio Hans Christian Andersen, em 2001, considerado o Nobel da literatura infanto-juvenil. (ComLusa)
...
.
<<<>>>
.