7.10.2008

Para Além... De Conflituosidades...

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Para Além... De Conflituosidades...

...Aliança das Civilizações...

Jorge Sampaio reúne-se com Aga Khan
O antigo Presidente da República Jorge Sampaio e o príncipe Aga Khan, líder institucional e espiritual dos muçulmanos ismaelitas, reuniram-se, hoje, em Lisboa para falar sobre "a importância da Aliança das Civilizações". (Lusa
)

"O encontro serviu para ver como é que sua alteza vê em cada momento a Aliança das Civilizações e o que, porventura, se pode vir a fazer em conjunto no futuro", explicou Jorge Sampaio, actual Alto-comissário da ONU para a Aliança das Civilizações. À saída do encontro, que teve lugar no Hotel Ritz, em Lisboa, o antigo Presidente da República sublinhou que a "visão de Aga Khan e aquilo que ele representa são muito importantes no contexto da Aliança das Civilizações para o pluralismo e a gestão da diversidade cultural e do diálogo intercultural". "Actualmente existe um grande desafio e há um grande caminho por percorrer. Para começar é preciso encontrar soluções políticas para os problemas políticos", afirmou, sublinhando que "o diálogo sobre a diversidade cultural pode ser um antes e depois" para a solução política de processos difíceis. Jorge Sampaio destacou a necessidade de "encontrar coisas concretas
e definitivas que contribuam para a melhoria da situação de cada um, sobretudo naqueles locais e sítios onde há conflitos de maior envergadura". "Quando a miséria grassa, o petróleo sobe, tudo isto abana. E abana também a conflituosidade que não pode ser resolvida através de uma forma simplista", explicou o actual Alto-Comissário da ONU para a Aliança das Civilizações. Questionado pela Lusa sobre os ensaios de mísseis iranianos no Golfo Pérsico dos últimos dias, Jorge Sampaio recusou fazer qualquer comentário. A visita do Aga Khan a Portugal, que decorre até à próxima segunda-feira a convite do governo português, enquadra-se numa série de deslocações a diversas partes do mundo para assinalar o ano do seu jubileu de ouro - o 50º aniversário desde que se tornou Imam, líder espiritual dos muçulmanos Shia Imami Ismaili, uma comunidade de 15 milhões de muçulmanos, dos quais oito mil estão actualmente a viver em Portugal.
Aga Khan recordou "as épocas verdadeiramente gloriosas da história humana, quando os mundos muçulmano e judaico-cristão desenvolveram elos construtivos".

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Líder espiritual dos muçulmanos ismaelitas
Aga Khan distinguido como líder de paz durante doutoramento em Évora

O príncipe Aga Khan, líder espiritual dos muçulmanos ismaelitas, recebeu hoje o grau de doutor "honoris causa" pela Universidade de Évora, tendo o seu patrono Adriano Moreira considerado o distinguido como "líder da paz".Durante a intervenção, o também presidente do Conselho Nacional de Avaliação do Ensino Superior, Adriano Moreira, abordou o actual momento de conflitos religiosos, realçando as qualidades de Aga Khan na promoção do desenvolvimento e da paz. O Presidente da República, Jorge Sampaio, também esteve presente na cerimónia. Aga Khan, líder espiritual dos muçulmanos Shia Imami Ismaili - um dos três ramos do xiismo - e descendente directo do profeta Maomé, é fundador e presidente da Rede de Desenvolvimento Aga Khan (Aga Khan Development Network). Esta é uma das maiores organizações privadas para o desenvolvimento do mundo e tem por missão responder aos problemas da pobreza e exclusão social, desenvolvendo a sua actividade na África subsaariana, na Ásia central e do Sul e no Médio Oriente. Por seu lado, o reitor da Universidade de Évora, Manuel Ferreira Patrício, enalteceu a "envergadura ética e sentido de fraternidade universal" do líder espiritual, sublinhando os vastos recursos despendidos para o desenvolvimento em prol do "pluralismo social e da paz" pela Rede Aga Khan. É uma "extraordinária obra de ajuda económica, social, cultural e educativa, que desde a idade dos 20 anos desenvolve à escala inter-continental", considerou Manuel Ferreira Patrício.Para o reitor da Universidade de Évora, a biografia do príncipe Aga Khan "é a demonstração viva dessa vocação de construtor de pontes entre civilizações e culturas e particularmente entre o Oriente e o Ocidente"."A universidade deve saber honrar quem superiormente serve o homem na sabedoria, na paz e na solidariedade humana, aumentando no mundo a riqueza representada pela verdade, a beleza e o bem", afirmou o mesmo responsável, durante a intervenção que antecedeu a imposição das insígnias doutorais. Durante o discurso de aceitação do doutoramento, Aga Khan afirmou ser "um privilégio estar associado a uma universidade que se manteve fiel por tantos séculos ao princípio de que os frutos da educação e da aprendizagem são para estarem ao serviço da humanidade".Para o líder espiritual, os laços entre o "imamato ismaelita e a sua comunidade e a República e as gentes de Portugal" são fortes e "estão enraizados num sentido de responsabilidade partilhada na luta em prol de bem comum".Aga Khan recordou "as épocas verdadeiramente gloriosas da história humana, quando os mundos muçulmano e judaico-cristão desenvolveram elos construtivos, enriquecendo as suas civilizações e capacitando as suas instituições de ensino superior com novas fontes de conhecimento" para defender os valores do pluralismo. Aga Khan (ou senhor nobre) é um título hereditário honorário atribuído nos anos 30 a Aga Hassanaly Shah _ 46º líder espiritual dos muçulmanos ismaelitas _ pelo xá da Pérsia. A Rede Aga Khan é um grupo de instituições privadas internacionais, não-confessionais, que operam no sentido de melhorar as condições de vida e o acesso de oportunidades em algumas das regiões mais pobres do mundo em vias desenvolvimento. As organizações da Aga Khan Development Network abarcam desde a saúde e educação à arquitectura, passando pelo desenvolvimento rural e a promoção do empreendedorismo do sector privado.(Lusa)



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7.09.2008

Para Além de...2020 _ Regresso à Lua...

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Para Além de...2020 _ Regresso.

à Lua...

Geólogos analisaram amostras de rochas vulcânicas
Lua era muito rica em água na sua origem


A Lua era muito rica em água quando se formou e tem ainda vestígios dela à superfície, segundo demonstram três geólogos num estudo publicado na edição de quinta-feira da revista científica britânica Nature. (Lusa)


Os geólogos analisaram amostras de rochas vulcânicas, chamadas "vidros", recolhidas nas missões Apollo 11, 15 e 17, tendo concluído que diferem na sua composição geoquímica dos meteoritos e dos cometas, e que contêm toda uma variedade de elementos voláteis, entre os quais a água. Até agora, a teoria prevalecente explicava a presença de eventuais vestígios de água perto dos pólos da Lua com o impacto de meteoritos ou cometas. Erik Hauri, da Carnegie Institution de Washington, e colegas chegaram à ideia de uma presença original da água graças a um novo método de espectrometria de massa capaz de revelar a presença de água em muito pouca quantidade. Os geólogos calcularam a seguir que o manto e a crosta da Lua contiveram, na sua formação, há cerca de 4,5 mil milhões de anos, uma quantidade de água comparável à da Terra. "Estes resultados suscitam numerosas questões", escreveu num comentário publicado na Nature o geólogo francês Marc Chaussidon. "Que aconteceu a toda essa água durante a formação da Lua? E se a Lua não é totalmente seca, de onde vem essa água?"Actualmente, a maior parte da água da Lua evaporou-se no espaço, nomeadamente devido às temperaturas diurnas muito elevadas à sua superfície, que podem ultrapassar 100 graus. "Cerca de 95% do vapor de água do magma dispersou-se no espaço durante a desgasificação" dos vulcões, "mas vestígios de vapor de água dirigiram-se para os pólos frios da Lua, onde se fixaram sob a forma de gelo à sombra das crateras", lê-se num comunicado da Universidade de Brown, onde trabalha Alberto Saal, um dos autores do estudo. A detecção de gelo será uma das missões da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) da NASA, que irá cartografar com grande precisão a superfície da Lua para preparar um recomeço dos voos tripulados com 2020 como horizonte.


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7.08.2008

Para Além...De Proposta (?)...


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Para Além...De Proposta (?)...



Proposta da Comissão Europeia
Escolas poderão vir a ter frutas e legumes gratuitos

A Comissão Europeia propôs, hoje, a criação de um programa, à escala da UE, destinado a distribuir, a título gratuito, frutas e legumes às crianças das escolas. Um financiamento europeu no valor de 90 milhões de euros anuais permitirá garantir a compra e distribuição nas escolas de frutas e legumes frescos, sendo esta verba completada por financiamentos nacionais nos Estados-Membros que optarem por participar no programa. (SIC)

A Comissão Europeia considera que esta proposta pode ir de encontro às metas estabelecidas na "Estratégia europeia sobre alimentação, excesso de peso e obesidade e problemas de saúde conexos", e será agora enviada ao Conselho e ao Parlamento Europeu. O programa de distribuição de fruta nas escolas destina-se a promover junto dos jovens hábitos alimentares saudáveis que, de acordo com os estudos realizados, têm tendência a manter-se ao longo da vida. Para além de permitir distribuir frutas e legumes a título gratuito, o programa exigirá por parte dos Estados Membros participantes a elaboração de estratégias nacionais, que incluam iniciativas educativas e de sensibilização e a partilha das melhores práticas. Criar novos hábitos para combater ciclo de obesidade. Cerca de 22 milhões crianças da UE têm excesso de peso, mais de 5 milhões das quais são obesas, devendo este valor registar um aumento de 400 mil por ano. A melhoria da alimentação pode desempenhar um papel importante na luta contra este problema. "Esta proposta mostra que estamos decididos a tomar medidas concretas de luta contra a obesidade", declarou Mariann Fischer Boel, comissária responsável pela agricultura e pelo desenvolvimento rural. "É fundamental incutir nas crianças, desde a mais tenra idade, bons hábitos, que serão mantidos ao longo da vida. São muitas as crianças à nossa volta que não comem frutas e legumes em quantidades suficientes e que, frequentemente, nem sabem apreciar o seu sabor. Basta passear em qualquer grande avenida da Europa para observar a dimensão dos problemas que enfrentamos relacionados com o excesso de peso das crianças. Chegou o momento de tomarmos medidas", acrescentou. A Organização Mundial de Saúde recomenda um consumo líquido diário de 400 gr de frutas e legumes por pessoa. A maioria dos europeus não atinge este objectivo e a tendência para a baixa é especialmente evidente entre os jovens. Os estudos demonstram que é na infância que se adquirem hábitos alimentares saudáveis. As pessoas que, durante a infância, comem quantidades consideráveis de frutas e legumes continuarão a ser bons consumidores, ao passo que as que comem pequenas quantidades tendem a manter os seus hábitos e a transmiti-los aos seus próprios filhos.

A investigação mostrou também que as famílias com um nível de rendimento mais baixo tendem a consumir menos frutas e legumes. Assim, a distribuição gratuita destes produtos saudáveis nas escolas pode representar uma verdadeira mudança, designadamente em regiões menos favorecidas.


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Para Aquém...De Tempo Útil...

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Para Aquém...De Tempo Útil...


Alterações climáticas,
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o grande problema ambiental

do séc. XXI



G8 no Japão: petróleo e alterações climáticas dominaram o encontro.
G8 "enterrou a cabeça na areia", acusa Quercus
A associação ambientalista Quercus acusou hoje os países do G8 de enterrarem a cabeça na areia aos assumirem metas de redução de emissões poluentes apenas para 2050, quando o deviam ter feito já para 2020.
Os dirigentes dos países mais industrializados do mundo (G8) chegaram hoje a acordo em Toyako, norte do Japão, sobre a necessidade de uma redução até 2050 de "pelo menos 50 por cento" das emissões mundiais de gases com efeito de estufa. Numa declaração sobre as alterações climáticas, o G8 acordou também numa definição ulterior, país por país, de objectivos a médio prazo. Para o dirigente da Quercus, Francisco Ferreira, o importante teria sido estabelecer uma meta para a redução das emissões dentro de 12 anos, uma data que a Convenção da ONU para as Alterações Climáticas considera prioritária para inverter o problema do aquecimento do Planeta, causado pela emissão de gases com efeito de estufa, sobretudo pelo dióxido de carbono. "Além de não assumirem uma meta de curto prazo, a meta de reduzir as emissões em metade em 2005 não é suficientemente ambiciosa", declarou à agência Lusa o responsável da Quercus e especialista em poluição e qualidade do ar. Segundo os ambientalistas, "a meta para 2050 deveria estar entre os 60 e os 80 por cento de redução de emissões de gases com efeito de estufa relativamente aos valores de 1990". A cimeira do G8, que decorre no Japão, focou ainda as questões energéticas e a crise alimentar. Sobre o problema energético, a Quercus considera que "nada de novo há no horizonte", sublinhando a necessidade de concretizar as energias renováveis e a questão da eficiência energética. "Estes são os investimentos a seguir e não o nuclear, que alguns países do G8 estão a ressuscitar", frisou Francisco Ferreira. O especialista português destaca ainda que o mundo aguarda "com expectativa" a nova mudança na administração norte-americana, que deverá ter "uma postura diferente" em relação à questão climática. O G8 é constituído pelo Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Canadá, Rússia e Estados Unidos, país que recusou ratificar o Protocolo de Quioto, o acordo global de luta contra as alterações climáticas


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AINDA: ...ALÉM...DO ACORDO
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...e do "papel motor"...

Acordo na Cimeira do G8: Redução de 50% das emissões de gases com efeito de estufa
Os dirigentes dos países mais industrializados do mundo chegaram hoje a acordo sobre a necessidade de uma redução até 2050 de "pelo menos 50%" das emissões mundiais de gases com efeito de estufa.

Numa declaração sobre as alterações climáticas, o G8 acordou também numa definição ulterior, país por país, de objectivos a médio prazo. O G8, incluindo os Estados Unidos, deseja "encarar e adoptar, em negociações sob a égide da ONU, o objectivo da reduzir pelo menos 50% das emissões mundiais de gases com efeito de estufa daqui até 2050, reconhecendo que este desafio mundial só pode ser vencido com uma resposta global", lê-se no texto. Chegar a isso "exigirá objectivos a médio prazo e planos nacionais" de redução das emissões, acrescenta. Estes planos, a adoptar por cada país, "poderão reflectir diversas abordagens". No ano passado, em Heiligendamm (Alemanha), o G8 limitou-se a chegar a acordo para "encarar seriamente" uma redução para metade das emissões poluentes até meados do século. Os Oito sublinharam também a importância de fixar "objectivos a médio prazo e planos nacionais" de redução das emissões, definidos país por país, sem no entanto especificar datas para esse "médio prazo" ou o valor numérico das reduções a atingir. A União Europeia visa uma diminuição das suas emissões de 20% ou menos até 2020, data que a UNFCCC (Convenção Quadro das Nações Unidas Sobre Alterações Climáticas) desejava ter visto também figurar na declaração de Toyako. O texto insiste na necessária "contribuição de todas as principais economias", nomeadamente dos países emergentes, como a China e a Índia, o que sempre constituiu uma reivindicação da administração norte-americana. Ao mesmo tempo, o G8 reconheceu que cabe às economias desenvolvidas desempenhar um "papel motor" na luta contra o aquecimento global. Numa primeira reacção, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, considerou que este acordo "mantém o mundo nos carris para um acordo mundial em 2009", na conferência da ONU sobre clima em Copenhaga. "Os critérios de êxito da UE para essa cimeira foram cumpridos", congratulou-se Durão Barroso.


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7.07.2008

Para Além... Do Quotidiano...

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"AUTO-RETRATO" _ MARC CHAGALL_1887-1985


Para Além... Do Quotidiano...
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...UM ANIVERSÁRIO FAMOSO...


No âmbito da arte contemporânea, marcada pelo formalismo e a abstração, a pintura de Chagall destaca-se pela importância que tem o elemento temático, de fundo onírico, que mostra por sua vez as fundas raízes afectivas e culturais do artista.

Pintor, gravador e vitralista bielorusso, Marc Chagall nasceu em Vitebsk em 7 de julho de 1887.

Iniciou-se em pintura no atelier de um retratista local. Em 1908 estudou na Academia de Arte de São Petersburgo e, de volta à cidade natal, conheceu Bella, de quem pintou um retrato em 1909 (Kunstmuseum, Basiléia).Regressou a São Petersburgo e de lá seguiu para Paris em 1910, ligando-se a Blaise Cendrars, Max Jacob e Apollinaire e aos pintores Delaunay, Modigliani e La Fresnay.Marc Chagall trabalhou intensamente para integrar o seu mundo de fantasias na linguagem moderna, derivada do fauvismo e do cubismo.Obras importantes desse período são "Moi et le village" (1911; "Eu e a aldeia"), "L'Autoportrait aux sept doigts" (1911; "Auto-retrato com sete dedos"), "La Femme enceinte" (1912-1913; "Mulher grávida"), "Le Soldat boit" (1912; "O soldado bebe"). Quase todos esses títulos foram dados por Cendrars. Coube a Apollinaire escolher as telas que Chagall expôs em 1914 em Berlim, com grande influência sobre o expressionismo do pós-guerra.Quando explodiu a guerra, Chagall, de volta à Rússia, foi mobilizado, mas ficou em São Petersburgo. Em 1915 casou-se com Bella.Irrompendo a revolução socialista de 1917, foi nomeado comissário de belas-artes do governo de Vitebsk. Fundou uma escola aberta a todas as tendências, entrou em conflito com Malevitch e acabou demitindo-se.Na mesma época, pintou murais para a sala e o foyer do teatro judeu de Moscovo.Regressou a Paris em 1922. Por encomenda do editor Ambroise Vollard, ilustrou a Bíblia e executou 96 gravuras para uma edição de "Almas Mortas" de Gogol, só publicada em 1949.Em 1927 ilustrou também as Fábulas de La Fontaine (cem gravuras publicadas em 1952). São dessa fase as suas primeiras paisagens, bem como quadros que renovaram o tema lírico das flores.Em 1931 Chagall visitou a Palestina e a Síria e publicou "Ma vie "( A Minha Vida), autobiografia ilustrada por gravuras que já haviam aparecido em Berlim em 1923. Em 1933 realizou uma grande retrospectiva no Kunstmuseum de Basiléia.A partir de 1935 o clima de guerra e de perseguição aos judeus repercutiu-se na sua pintura, na qual os elementos dramáticos, sociais e religiosos passaram a tomar vulto.Em 1941 foi para os Estados Unidos, onde em 1944 morreu Bella Chagall, causando-lhe grande depressão. Mergulhou de novo no mundo das evocações e concluiu o quadro "Autour d'elle" ("Em torno dela", Musée National d'Art Moderne, Paris), iniciado em 1937 e que se tornou uma síntese de sua temática. Em 1945 pintou grandes telas de fundo, cenários para o balé "O pássaro de fogo", de Stravinski.Regressou definitivamente a França em 1947. Em 1950 criou vitrais para a sinagoga da universidade hebraica de Jerusalém. Os vitrais para a catedral de Metz, dos muitos que concebeu a seguir, datam de 1958. Chagall esteve várias vezes em Israel nessa época, em resultado de várias encomendas.Em França e nos Estados Unidos, além de vitrais, realizou mosaicos, cerâmicas, murais e projetos de tapeçaria. Em 1973 foi inaugurado em Nice o Museu da Mensagem Bíblica de Marc Chagall. Em 1977 o governo francês agraciou-o com a grã-cruz da Legião de Honra.Reconhecido como um dos maiores pintores do Século 20, Marc Chagall morreu em Saint-Paul de Vence, no sul da França, em 28 de março de 1985.(©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.,adapt.)
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"A Visão"


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