3.21.2009

Para Além... De Um (Mau) Negócio...

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Para Além... De Um (Mau) Negócio

...Um Valor Cultural...



Dia Da Poesia:
Editar poesia é um mau negócio.
Neste género, as tiragens rondam os 500 exemplares e só os grandes nomes chegam aos 2000. Para as editoras, é uma questão de prestígio. E de tentar não perder muito dinheiro.
A poesia não dá dinheiro - nem aos autores nem aos editores. Jorge Reis Sá, que é poeta e editor (na Quasi), sabe isso como ninguém. Mas esta evidência não o faz desistir. Se a poesia é, como disse Eugénio de Andrade, "a festa suprema da língua", tem de valer a pena partilhá-la, mesmo que seja para uma elite, para um nicho de mercado, para umas poucas centenas de leitores.
"Se vir isto pelo lado do negócio, que também o é, para uma editora de média dimensão como a nossa editar poesia é desastroso. Precisávamos vender muito mais para que conseguíssemos pagar as contas", explica Zeferino Coelho, editor da Caminho. Hugo Xavier, da Portugália, confirma: "Editar poesia não é bom para o negócio." "Quem só se rege pelo lucro não edita poesia", diz Reis-Sá.
Uma obra de poesia tem uma tiragem média de 500 exemplares - o suficiente para conseguir colocar livros nas principais livrarias que existem pelo país. Mas desses vendem-se mais ou menos 200. É muito pouco. A Caminho, que edita poesia portuguesa ou de autores que escrevem em português, consegue fazer tiragens de 1000 exemplares, mas Zeferino Coelho reconhece que este é um número "um pouco exagerado". A Dom Quixote edita apenas dois ou três livros de poesia de ano mas como aposta em autores consagrados e premiados pode ir até aos 1500 ou 2 mil exemplares. Um sucesso para poetas como Miguel Torga, Manuel Alegre, Fernando Pinto Amaral, Nuno Júdice, António Nobre ou Ramos Rosa. "Faço questão de ter todos os anos alguns livros de poesia, mas mais do que isto é impossível", admite a Cecília Andrade. "
A poesia é importante para a editora mas não pelas vendas. Quando, de vez em quando, temos uma segunda edição ficamos muito contentes."
Edições de 2, 3 ou 4 mil exemplares são raras. Acontecem, por exemplo, com Sophia de Mello Breyner (na Caminho), José Luís Peixoto ou José Régio (na Quasi), com Fernando Pessoa, Rimbaud, Lorca, Blake, Yeats, Hölderlin, Pablo Neruda (na Relógio D'Água), com Cesariny, Alexandre O'Neill ou Herberto Helder (na Assírio e Alvim). "São as excepções", comenta Jorge Reis-Sá.
Num país onde todos têm a pretensão de saber alinhar uns versos e onde muitos livros de poesia aparecem, ainda hoje, no mercado com edições de autores, pagas pelo próprio, as grandes editoras não desistem da "festa da língua".
Apesar de não dar dinheiro, todos estes editores insistem em publicar poesia. Talvez porque o negócio dos livros não seja, afinal, um negócio como os outros. Há o prestígio. Há a noção de dever. De serviço a cumprir. Um acto de resistência. Uma vontade de "honrar uma marca histórica", como diz Hugo Xavier, da Portugália.
E, se praticamente não há lucros, os editores preocupam-se em, pelo menos, não ter grandes prejuízos. Aproveitam as novas tecnologias e utilizam a impressão digital o que permite reduzir consideravelmente os custos em tiragens até 750 exemplares.
Para cativar os leitores, as editoras organizam antologias e reúnem obras completas - como fez a Dom Quixote com a obra poética de Maria Teresa Horta, já nas livrarias, disponibilizando títulos que se encontram esgotados há imenso tempo.
Apostam em valores seguros, editam sobretudo os nomes consagrados, privilegiam os autores que já pertencem à casa. Neste cenário, os novos poetas têm a vida dificultada, explica Francisco Vale, da Relógio D'Água. "Mesmo na comunicação social, a poesia tem cada vez menos espaço e menos atenção. Só se dá atenção ao que já sabemos que vai ter sucesso, o que torna cada vez mais difícil lançar novos nomes."

Vale a pena? Todos dizem que sim. De tal forma que a histórica Guimarães pretende retomar este ano a publicação de poesia, recuperando a colecção "Poesia e Verdade" (com novos autores) e recuperando os clássicos da chancela da Ática. "Embora a tenhamos a preocupação de termos sustentabilidade económica, não só isso que nos orienta", explica Vasco Silva. "Queremos acrescentar um valor, não só económico mas cultural." (DN Artes/online)



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3.18.2009

Para Aquém... Da Idade Prevista...




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Para Aquém... Da Idade Prevista...

...Declínio Mental Começa
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Aos 27 Anos...

O cérebro começa a envelhecer bem mais cedo do que se pensava. Segundo um estudo norte-americano, é aos 22 anos que se atinge o pico da performance cerebral, e aos 27 que a rapidez de raciocínio e a capacidade visualização espacial se começam a degradar.
As conclusões do estudo da Universidade da Virgínia foram publicadas no jornal científico Neurobiology of Aging, citado pela BBC, e permitem planear novas estratégias para evitar a perda das capacidades intelectuais.
A solução é agir cada vez mais cedo, uma vez que se sabe agora que o pico da performance cerebral acontece logo aos 22 anos, e que aos 27 já se nota o início do declínio intelectual.
Especificamente, é aos 27 anos que os indivíduos começam a ter menos capacidade de visualizar espaços e menor velocidade de raciocínio.
Não é nenhuma tendência dramática, note-se, mas significa que a ‘ginástica mental’ deve ser praticada cada vez mais cedo para manter o cérebro ao melhor nível por muitos anos.
O estudo, dirigido pelo neurologista Timothy Salthouse, contou com 2 mil voluntários entre os 18 e os 60 anos, que foram testados com puzzles, exercícios de memória e outros desafios.
Em nove dos 12 testes realizados, os melhores resultados foram alcançados pelas pessoas de 22 anos. A partir dos 27, os resultados começaram a piorar, sobretudo nos puzzles.
Nos exercícios de memorização, foi só aos 37 que se notou um declínio das performances.
Já nos testes de vocabulário e de cultura geral, o saber continua a aumentar até aos 60 anos.
Segundo vários cientistas citados pela BBC, o estudo ajuda os especialistas do combate a doenças como o Alzheimer a detectar sintomas muito mais cedo e a delinear estratégias para evitar ou retardar os efeitos de várias patologias.
(inXicórias & Xicorações-17/03/09)



(Tenho que começar a exercitar estes neurónios com maior intensidade! _ ;)
Ler também:
Estão as redes sociais a mudar o nosso cérebro?
As 10 descobertas do ano - Science
Internet faz bem ao cérebro



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3.15.2009

Para Aquém... Do Que É Necessário...

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Para Aquém... Do Que É Necessário...


... Hora Do Planeta Apenas Em Lisboa...




Lisboa apaga luzes na hora do planeta
Pelo Ambiente:
A cidade de Lisboa será a única em Portugal a participar oficialmente na "Hora do Planeta", uma iniciativa que visa contribuir para a redução do aquecimento global. Ao todo, serão mil as cidades às escuras em todo o mundo no próximo dia 28 de Março, entre as 20h30 e as 21h30. Um gesto que todos podemos repetir em casa.
O Fundo Mundial para a Natureza diz que se nada for feito, dez espécies animais vão desaparecer nos próximos anos. A culpa é do aquecimento global. No próximo dia 28 vai surgir mais um alerta: mil cidades em todo o Mundo vão ficar às escuras. Lisboa é a única cidade portuguesa a participar na “Hora do Planeta”, mas o gesto está ao alcance de cada um.
Milhões de elefantes africanos vão morrer dentro de anos, quando a água faltar de vez em África. O urso polar está também risco. Prevê-se que dois terços desapareçam nos próximos anos. Quanto a baleias e golfinhos, nenhuma vai resistir, quando a temperatura da Terra subir mais dois graus. Parece insignificante, mas não é. Estes e outros animais em risco fazem falta ao equilíbrio do planeta.
O Fundo Mundial para a Natureza estima que a pressão humana sobre os recursos naturais, seja três vezes superior ao que o Planeta pode aguentar. A solução é difícil, mas pequenos gestos como este ajudam a melhorar o cenário. Basta desligar o interruptor.
A “Hora do Planeta” é uma iniciativa que começou há dois anos, na Austrália. No ano passado, juntou mais de 300 cidades. Este ano, pretende chegar a mil milhões de pessoas.
Em Lisboa – e, por todo o País, também vai ser possível parar para pensar nos estragos que estamos a provocar no Planeta. (OSentidoDasPalavras/online)
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3.11.2009

Para Além... Da Subida Prevista...


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Para Além... Da Subida Prevista...


...Um a dois metros até 2100...


Subida do nível do mar pode ser duas vezes maior que o previsto

A subida do nível das águas associada ao aquecimento global do planeta poderá ultrapassar um metro ou mesmo atingir os dois metros até ao final do século XXI. As previsões pessimistas foram apresentadas hoje em Copenhaga, onde hoje começou o Congresso sobre o Clima.

Em vez das previsões de uma subida do nível do mar de entre 18 a 59 centímetros até ao final do século admitidas no relatório do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês, laureado com o Prémio Nobel, dividido com Al Gore, em 2007) publicado em 2007, os especialistas admitem agora uma subida dos oceanos que poderá ultrapassar um metro e não deverá nunca ser inferior a 50 centímetros. O alerta foi lançado na primeira sessão de trabalho do congresso "Alterações Climáticas: Riscos Globais, Desafios e Decisões", que decorre até quinta-feira na Universidade de Copenhaga como preparação para a Cimeira do Clima, que terá lugar também na capital dinamarquesa em Dezembro para tentar encontrar um acordo global sobre redução de emissões de gases com efeito de estufa para suceder ao Protocolo de Quioto, que expira em 2012. Gases com efeito de estufa e fusão dos gelos polaresUm comunicado da organização do congresso _ que integra 10 Universidades _ diz que os novos números, resultantes de estudos mais aprofundados sobre o impacto do aquecimento global, "significam que se as emissões de gases com efeito de estufa não forem reduzidas rápida e substancialmente, até no melhor cenário a subida do nível do mar atingirá zonas costeiras onde habita cerca de um décimo da população mundial". A aceleração da fusão de gelos polares e de glaciares devido ao aquecimento global são dois dos principais factores do agravamento das previsões sobre a subida do nível do mar.

Conclusões do Ano Polar Internacional: Gelo nos pólos norte e sul a derreter mais depressa do que previsto

Questões em debate em Copenhaga_ Até quinta-feira, serão apresentados no congresso de Copenhaga _ que reúne climatologistas, meteorologistas e oceanógrafos, mas também epidemiologistas e economistas _ cerca de 1.600 relatórios e documentos de trabalho de cientistas de 80 países.


  • Qual será a extensão e impacto da subida dos oceanos?
  • A armazenagem do carbono no subsolo é uma solução realista?
  • Como adaptar a produção agrícola ao anunciado aquecimento global?
  • Qual será o lugar das energias renováveis num mundo com menos carbono em 2050?
  • Como antecipar a onda dos "refugiados climáticos"?

Cimeira do clima em Dezembro

As conclusões do congresso - em que participa o presidente do IPCC, Rajendra Pachauri - serão apresentadas em Dezembro como material de trabalho para a "cimeira do clima" que tentará definir um acordo sucessor do protocolo de Quioto.
Protocolo de Quioto (v. PDF em inglês)
Embora as negociações internacionais em curso para encontrar um novo acordo sobre redução das emissões de gases com efeito de estufa enfrentem dificuldades, em particular a questão do financiamento, os objectivos a médio prazo são claros: diminuição em pelo menos 50 por cento das emissões mundiais até 2050, ou seja, uma redução de pelo menos 80 por cento por parte dos países ricos. (Lusa/siconline)


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